Ao menos alguns passos são dados e espero que, no fim, tenhamos algo proveitoso a apresentar.
A verdade é que "ela" não é muito conhecida por aqui.
Dos tempos de redes sociais, muitas "delas" ficaram anônimas neste antro, mas resgatar o hábito e o exercício foi algo que me prometi fazer... e não posso falhar comigo.
Para quem chegou às minhas mãos com 45.000 km rodados, ultrapassar a primeira centena de km é um marco.
Amadurecer também é entender que um carro precisa rodar, se machucar, se arranhar, bater, se lascar... ao invés de ser tratado como um bibelô.
Não que mimos e cuidados não sejam necessários, muito pelo contrário!
Mas cuidados preventivos devem ser dados para que corretivos sejam evitados, ainda mais quando a intenção é ter um "cruzador de estradas" sempre pronto para viagens.

Assim tem sido a vida da JIL (um Toyota Corolla GLi ano 2011).
Por tratar-se de um GLi a motorização é a consagrada e conhecida 1.8 16v VVT-I (2ZR-FBE) de aproximadamente 140 cv @ 6.000 RPM e 18 kgm de toque @ 4.800 RPM (sim... em baixa rotação é "manco").
Não é nada empolgante, mas desenvolve-se bem junto ao câmbio, demonstrando um conjunto bem acertado.
Este exemplar é um GLi "completo", então ele conta com bancos em couro, ar condicionado digital e câmbio automático.
Revisões são executadas a cada 8~10k km rodados, manutenções em dia (conforme manual), alguns percalços no caminho, arranhões, lavagens, mimos, cuidados e ótimas viagens.
A troca do fluido de transmissão foi efetuada aos 80k km, conforme orienta o manual e melhorou bastante a resposta/reação do câmbio, que neste modelo ainda é automático de 4 marchas.
As revisões são relativamente baratas, as peças necessárias são fáceis de encontrar e de boa qualidade.
A teoria de que o Corolla é um "pato" não pode ser mais verdadeira.
O carro não é perfeito em nada, mas também não é ruim de todo.
A mediocridade (no sentido de estar no meio) define bem este carro.
Na estrada, com o pé leve, chega a fazer seus 15,0 km/l.
Na cidade, andando com calma, faz seus 11,5km/l.
Sempre na gasolina.
O ar condicionado digital, sempre operando na temperatura média de 19,5 a 20,5ºC, é bastante funcional e prático, ainda assim os vidros ganharam uma película transparente que restringe raios UV para minimizar o desconforto quando o carro fica exposto longas horas no sol.
Desta forma, consegui reunir beleza e praticidade de uma só maneira.
Não gosto de vidros escurecidos, ainda mais em carros claros em que o interior (cinza claro) é mantido sempre limpo, organizado e é aprazível aos olhos.
O conforto ao dirigir é reflexo de uma posição ergonômica fácil de ser encontrada.
Banco com regulagem de altura, coluna de direção escamoteável, direção elétrica, painel sem grandes adornos estéticos que cansam os olhos, player simples e funcional (com módulo de bluetooth instalado)... nada de excessos ou formas extravagantes.
O espaço traseiro é ótimo e conta com apoio de braço central (faz toda a diferença em viagens), além de um porta-malas imenso.
A suspensão é macia e absorve bem os impactos.
Em nossas ruas esburacadas/remendadas, ela se comporta muito melhor do que a de outros sedans da mesma categoria.
Na estrada é bastante firme e traz confiança em curvas, mas não deve-se abusar, afinal, ainda é um sedan médio, pensado em praticidade, com suspensão rígida na traseira.
Os pneus que o equipam são os Michelin Primacy4 de medidas 205/55 R16 e estes merecem um grande crédito por seu comportamento, tanto no piso seco quanto no molhado.
O grip é ótimo, o silêncio ao rodar reflete em conforto e a confiança em dias dias chuva merece aplausos.
O comportamento do carro é admirável, confesso.
O silêncio interno é muito bom e pouco incomoda o barulho externo.
Voltar para casa depois de um dia exaustivo e, principalmente, viajar neste carro é muito bom!


E é isso que tenho feito, principalmente ao lado da minha amiga, parceira, companheira, namorida, amante e confidente.
Deixo aqui meu agradecimento à Flávia pelo incentivo, esporros e determinações de voltar a escrever/postar.
Juntos (Flávia, JIL e eu) já rodamos cerca de 60.000 km em menos de 3 anos.
Uma média relativamente alta para os padrões que eu tinha há algum tempo atrás, onde rodava cerca de 500km/mês, uns 5~6k km por ano, geralmente na cidade, em passeios, encontros e sem muitas viagens.
Isso mudou um pouco mais com a chegada da Ranger (poucos conheceram, mas merece um capítulo à parte e ficou cerca de 2 anos na garagem, além de uma BMW E36), mas muito mais com a chegada do Corolla.
A viagem mais recente foi onde ela (JIL) completou seus 100.000 km e fomos além.
Rodamos cerca de 6k km entre ida e vinda de Brasília/DF para Jaguaruna/SC, onde visitamos meus sogros e parentes da minha namorada.
É a terceira vez que fazemos esta viagem, mas é a primeira vez que rodamos mais por aquela região, tanto para conhecer, aventurar, passear, desbravar... ou simplesmente aproveitar o prazer de dirigir.
No caminho conhecemos vinhedos, cidades, serras, pessoas, paisagens... e em cada cantinho que parávamos para abastecer, lanchar ou esticar a coluna, levamos conosco uma sensação de agradecimento pelos caminhos que a vida tem nos apresentado e permitido viver a bordo do "alazão prateado" (como ela chama).
Desta vez mudamos um pouco o trajeto para evitar passar por São Paulo e acidentalmente acabamos conhecendo um novo caminho, uma nova serra (que se tornou o ponto alto da viagem).
A Serra do Rastro da Serpente começa na cidade de Capão Bonito/SP e termina em Curitiba/PR.
Possui cerca de 260 km de extensão e mais de 1.250 curvas, algumas pra lá de sinuosas.
O trajeto leva cerca de 5 horas para ser percorrido, pois a velocidade média é baixíssima.
No meio do caminho tem um ponto de parada (Serpenteando Café) onde é possível parar para tomar um café, lanchar, descansar, comprar uns bibelôs, papear... e o local é ponto de encontro de motociclistas que fazem os caminhos das serras (Rio do Rastro, Corvo Branco, Rocinha, Graciosa...).
Para quem gosta de dirigir, apreciar a vista, aproveitar a estrada e se divertir em curvas (com muita responsabilidade), é um prato cheio!
Em outras oportunidades conhecemos a Serra do Rio do Rastro (também recomendo a viagem), mas desta vez preferimos explorar as cidades próximas que ainda não conhecíamos.
Estendemos um pouco mais e conhecemos Gramado/Canela no Rio Grande do Sul por uma passagem rápida e o visual da estrada no caminho que leva estas cidades também é muito bonito.
Para quem gosta de dirigir, apreciar a vista, aproveitar a estrada e se divertir em curvas (com muita responsabilidade), é um prato cheio!
Em outras oportunidades conhecemos a Serra do Rio do Rastro (também recomendo a viagem), mas desta vez preferimos explorar as cidades próximas que ainda não conhecíamos.
Estendemos um pouco mais e conhecemos Gramado/Canela no Rio Grande do Sul por uma passagem rápida e o visual da estrada no caminho que leva estas cidades também é muito bonito.

Não há muito o que falar de um "pato", então me comprometo a partilhar mais sobre as viagens e experiências que temos tido com a JIL.
Abraços.